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GASOLINA NAS ALTURAS: Porto Velho paga mais caro enquanto fiscalização tira cochilo

No interior, preços seguem menores que na capital, desafiando qualquer lógica de mercado

Foto: EuIdeal

Da redação TVC Amazônia*

Os motoristas de Porto Velho já se acostumaram com a montanha-russa dos combustíveis. O problema é que, quando o preço sobe, ele dispara sem dó nem piedade – e quando a Petrobras anuncia redução, o desconto nunca chega às bombas. Nesta semana, o litro da gasolina na capital rondoniense encostou em R$ 7,00, sem qualquer justificativa plausível.

No ano passado, a desculpa era o nível baixo do Rio Madeira. Mas, segundo o Censipam, neste ano o rio segue em situação normal. O que não está normal é o bolso do consumidor, que continua bancando valores cada vez mais altos sem explicações convincentes.

E, para completar a contradição, mais uma vez o interior apresenta preços menores que a capital – embora seja de Porto Velho que sai o combustível. Em Candeias do Jamari, a 20 km da capital, o litro chega a R$ 5,99. Já em Ouro Preto d’Oeste, a 334 km, o valor máximo foi R$ 6,87. Enquanto isso, os porto-velhenses seguem pagando mais caro para estar mais perto da fonte.

Cartel? Coincidência? “Investigações” que não dão em nada

No ano passado, uma Comissão Especial de Inquérito da Câmara de Vereadores concluiu haver fortes indícios de cartelização nos postos da capital. Prometeram medidas e “políticas regulatórias”. No fim, como sempre, deu em pizza – e a conta continua chegando direto para o motorista.

O presidente Lula já havia cobrado fiscalização mais firme em julho, quando a Petrobras reduziu 5,6% o preço para distribuidoras e, ainda assim, os postos encontraram um jeito de aumentar. A ANP, o Cade, a Senacon e até Procons foram acionados. Mas em Rondônia, tanto o Procon estadual quanto o governo seguem em silêncio absoluto, como se nada estivesse acontecendo.

Enquanto autoridades empurram relatórios e reuniões para frente, quem abastece sabe a realidade: o cartel manda, a fiscalização some e a bomba segue explodindo no bolso da população.

Foto: Freepik

*Com informações do Rondoniaovivo.

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