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Censo aponta mais de 34 mil crianças e adolescentes vivendo em união conjugal

Meninas concentram a maior parte dos casos e correspondem a 77% dos menores

Foto: Freepik

Da redação TVC Amazônia*

Apesar de ser proibido pela legislação brasileira, o casamento infantil segue presente no país. Informações do Censo Demográfico 2022, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que 34.202 crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos afirmaram viver em algum tipo de união conjugal.

A maior parte desses casos ocorre fora de qualquer formalização: 86,6% dos menores, o equivalente a cerca de 29,6 mil, relataram viver em uniões consensuais, sem registro civil ou religioso. Outros 2,3 mil declararam estar casados tanto no civil quanto no religioso, enquanto 1,6 mil possuem apenas registro civil e 522 somente religioso.

Regionalmente, o Nordeste concentra o maior número de ocorrências, com mais de 13 mil crianças e adolescentes nessa condição. Entre os estados, São Paulo aparece com o maior total, somando 4.722 casos, seguido pela Bahia, com 2.716.

O recorte de gênero evidencia um forte desequilíbrio: as meninas respondem por 77% dos casos, enquanto os meninos representam 23%. Os dados reforçam que, mesmo diante dos avanços na legislação, o casamento infantil continua sendo uma realidade no Brasil, sobretudo em áreas socialmente mais vulneráveis.

*Com informações do Rondoniaovivo.

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