NA PRESSÃO: Marcos Rocha ameaça Adailton Fúria e promete demissão de aliados se Luana não virar coordenadora da campanha
Indicação da primeira-dama expõe divergências internas e aumenta pressão por alinhamento dentro do PSD

Da redação TVC Amazônia*
A pré-campanha do ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), enfrenta novos sinais de desgaste nos bastidores políticos. Segundo relatos de aliados e interlocutores ligados ao grupo governista, a relação entre a equipe do pré-candidato e o núcleo político do governador Marcos Rocha (PSD) atravessa um momento de tensão em torno da condução da futura campanha eleitoral.
De acordo com informações que circulam nos bastidores, o governador teria defendido que a primeira-dama Luana Rocha assumisse a coordenação-geral da campanha, com participação ativa nas decisões estratégicas e no direcionamento político do projeto eleitoral.
A movimentação ocorre em meio a tentativas de Fúria de construir uma identidade própria na disputa, evitando uma associação excessiva com o desgaste enfrentado pelo governo estadual em áreas como saúde pública e segurança.
Em entrevistas recentes, o ex-prefeito tem sustentado que o governador deve permanecer focado na administração estadual, evitando envolvimento direto na campanha.
Nos bastidores, porém, interlocutores avaliam que o discurso também reflete uma estratégia para reduzir o peso político de eventuais críticas direcionadas à atual gestão estadual.
Apesar disso, após manifestações públicas mais contundentes sobre problemas enfrentados em setores do governo, Fúria teria adotado um tom mais moderado, movimento interpretado por aliados como uma tentativa de preservar a aliança política construída dentro do PSD.
Indicações para cargos ampliam debate
Outro ponto que tem gerado comentários nos bastidores envolve a presença de ex-integrantes da gestão municipal de Cacoal em cargos vinculados ao Governo do Estado e na Assembleia Legislativa.
Márcia Antunes de Oliveira, ex-secretário municipal de Educação, e Daisy Bruna Freitas de Santana, ex-secretária municipal de Saúde, duas principais auxiliares do ex-prefeito, já estão acomodadas no Governo Marcos Rocha, atendendo a pedido de Adailton Fúria.
O ex-chefe de Gabinete, Silvio de Jesus Machado, também foi nomeado no Estado, após demissão na prefeitura. Outro nome de confiança de Fúria é Higor de Oliveira Silva, o cabo Higo, cedido para Assembleia Legislativa após intervenção do deputado Cássio Gois, principal aliado do ex-prefeito na Casa de Leis.
Em Cacoal, o sucessor, Tony Pablo, não aceitou essas pessoas trabalharem na campanha de Fúria nomeados como fantasmas na prefeitura.
A movimentação é vista por analistas políticos como um reflexo da influência que Fúria mantém dentro do grupo político estadual.
Expedito Júnior atua como interlocutor
Em meio às divergências, o ex-senador Expedito Júnior tem sido apontado como um dos principais responsáveis pela interlocução entre Adailton Fúria e Marcos Rocha.
Aliados atribuem a ele o papel de buscar convergência entre os grupos e evitar que as diferenças políticas evoluam para um rompimento mais amplo dentro do PSD.
Embora os ruídos sejam cada vez mais perceptíveis, lideranças ligadas às duas alas afirmam que a prioridade segue sendo a manutenção da unidade partidária para a disputa eleitoral de 2026. Nos bastidores, contudo, cresce a avaliação de que a definição sobre o comando político da campanha poderá ser decisiva para o futuro da aliança.
*Com informações do Rondoniagora.



