Focos de queimadas já avançam em Porto Velho e acendem alerta para período de estiagem
Incêndios registrados às margens do Rio Madeira antecipam cenário de seca mais intensa, com previsão de calor acima da média e aumento da fumaça nos próximos meses

Da redação TVC Amazônia*
Os primeiros focos de queimadas já começam a preocupar moradores e autoridades em Porto Velho. Imagens registradas na última terça-feira (21) mostram diversos incêndios na região localizada do outro lado do Rio Madeira, com colunas de fumaça visíveis a partir da área urbana da capital. O cenário reforça o alerta para o avanço das queimadas com a chegada do período mais seco do ano.
As imagens revelam vários pontos de fogo espalhados pela vegetação, indicando que os incêndios florestais começam a ganhar intensidade antes mesmo do auge da estiagem. Historicamente, esse período é marcado por um aumento significativo dos focos de calor em Rondônia, elevando os riscos ambientais e os impactos à saúde da população.
A preocupação cresce diante da previsão de atuação do fenômeno climático El Niño, que tende a intensificar as temperaturas, reduzir o volume de chuvas e diminuir a umidade relativa do ar na Amazônia.
O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial altera os padrões atmosféricos e favorece a prolongação dos períodos de seca em diversas regiões do país.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Porto Velho em junho, estudos meteorológicos indicam que os efeitos do El Niño poderão persistir até o início de 2027.
Entre as principais consequências esperadas estão temperaturas acima da média, redução dos níveis dos rios, dificuldades para a navegação, aumento das queimadas e maior concentração de fumaça na atmosfera.
Com a intensificação dos incêndios, especialistas alertam para a deterioração da qualidade do ar, situação que afeta principalmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Em anos de estiagem mais severa, a fumaça costuma comprometer a visibilidade, dificultar a rotina da população e provocar aumento na procura por atendimento médico devido a problemas respiratórios.
*Com informações do Rondoniagora.



