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Sem datas e sem respostas, Flor do Maracujá gera preocupação entre grupos folclóricos de Porto Velho

Falta de definições sobre a edição de 2026 mobiliza quadrilhas, bois-bumbás e até a Câmara Municipal, que cobra posicionamento do governo estadual

Foto: Daiane Mendonça/Secom – Governo de Rondônia

Da redação TVC Amazônia*

Com a chegada do período junino, cresce a expectativa (e também a preocupação) em torno da realização do Flor do Maracujá 2026, principal evento folclórico de Rondônia. Até o momento, o Governo do Estado ainda não confirmou oficialmente as datas, o local de realização nem o cronograma das apresentações das quadrilhas juninas e bois-bumbás.

A indefinição já ultrapassou os bastidores da cultura e chegou ao debate político. Durante sessão da Câmara Municipal de Porto Velho, o vereador Thiago Tezzari (PSD) cobrou publicamente uma manifestação da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel).

“O poder público não pode trabalhar com o ‘talvez’. Hoje, mais de 30 grupos folclóricos, entre quadrilhas e bois-bumbás, ainda não receberam uma confirmação oficial sobre a realização do Flor do Maracujá neste ano”, afirmou o parlamentar.

Em busca de esclarecimentos, a imprensa encaminhou questionamentos à Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) e à própria Sejucel solicitando informações sobre datas, local, investimentos públicos, estrutura e possíveis parcerias para o evento.

Segundo a reportagem, após mais de uma semana de espera, a única resposta recebida foi que a demanda está sendo analisada e que um posicionamento será apresentado “assim que possível”.

Posteriormente, em contato telefônico, uma representante da comunicação estadual confirmou apenas que o arraial deverá acontecer, sem informar quando ou onde.

A ausência de definições preocupa diretamente os grupos folclóricos. A preparação para o Flor do Maracujá exige meses de trabalho envolvendo ensaios, confecção de figurinos, cenários, alegorias, coreografias e organização das torcidas. Muitos grupos iniciam suas atividades ainda no primeiro trimestre do ano justamente para cumprir o calendário da competição.

Além dos artistas, a incerteza também afeta comerciantes, ambulantes e pequenos empreendedores que tradicionalmente aproveitam o evento para ampliar a renda durante o período festivo.

Tradição marcada por desafios

Criado em 1983, o Flor do Maracujá se consolidou como um dos maiores eventos culturais da Região Norte e um dos principais símbolos da identidade folclórica de Rondônia. Ao longo de sua trajetória, porém, o arraial enfrentou sucessivas mudanças de local e dificuldades estruturais, sem conseguir estabelecer uma sede definitiva para suas apresentações.

A atual apreensão remete ao episódio ocorrido em 2022, quando a festa acabou cancelada após alegações de falta de recursos e patrocínios, frustrando milhares de participantes e admiradores da cultura popular.

Enquanto não há uma definição oficial por parte do governo estadual, grupos folclóricos seguem aguardando informações que permitam concluir o planejamento da edição deste ano. A expectativa é que o Estado apresente, nos próximos dias, uma posição definitiva sobre a realização daquele que é considerado o maior arraial de Rondônia.

*Com informações do Rondoniaovivo.

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