Psicóloga orienta famílias e jovens a enfrentar a pressão dos vestibulares no fim de ano
Especialista explica como apoiar estudantes durante dezembro e janeiro, período marcado por ansiedade, expectativas e decisões importantes

Da assessoria
Com a proximidade das provas e dos resultados de vestibulares, dezembro e janeiro se tornam meses especialmente desafiadores para muitos jovens. A transição entre adolescência e vida adulta já é, por si só, um momento de intensas descobertas, e quando somada à escolha da profissão e à pressão para alcançar um bom desempenho, pode gerar níveis elevados de ansiedade e estresse.
Segundo a psicóloga e professora Carine Kremer esse é um período em que expectativas da família, da escola e da sociedade que se misturam, aumentando o peso emocional sobre o estudante.
“Os jovens querem suprir as expectativas das pessoas ao redor e, ao mesmo tempo, corresponder às próprias expectativas. O medo de decepcionar e a busca por aprovação podem paralisar”, explica Carine.
Para a especialista, quanto maior a pressão, maior a chance de surgirem sintomas como irritabilidade, alterações no sono, mudanças no apetite, isolamento e queda no rendimento. Por outro lado, quando o estudante consegue relaxar e confiar no próprio preparo, o desempenho tende a ser mais positivo.
Carine reforça que a família tem papel fundamental nesse processo. A orientação é manter um diálogo aberto, sem comparações ou cobranças excessivas, demonstrando apoio incondicional — inclusive caso seja necessário repetir a prova.
“Ouvir sem julgar e mostrar que a casa é um espaço seguro reduz a ansiedade. Em alguns casos, a presença de um psicólogo pode ser decisiva, oferecendo acolhimento profissional e ajudando o jovem a identificar os pontos que geram maior pressão”, destaca.
Mesmo quando o resultado não é o esperado, a recomendação é evitar decisões impulsivas. Uma pausa, descanso e uma reflexão madura sobre as dificuldades encontradas ajudam a reorganizar estratégias e compreender o quanto fatores emocionais podem ter influenciado o desempenho.
Para enfrentar esse período, Carine lembra da importância de incluir momentos de prazer na rotina: “pequenas pílulas de felicidade”, como atividades de lazer, ajudam a aliviar a tensão e favorecer o retorno aos estudos com mais foco e bem-estar.



