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PF faz operação contra suspeitas de fraudes e superfaturamento em contratos de medicamentos em Rondônia

Operação Pharmakon cumpriu 19 mandados em quatro municípios e investiga possíveis irregularidades em licitações e na execução de contratos públicos; armas foram apreendidas e um homem acabou preso

Foto: Divulgação/PF – RO

Da redação TVC Amazônia

A Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (24), durante uma operação que investiga suspeitas de fraudes em licitações e contratos públicos destinados à aquisição de medicamentos em Rondônia. As medidas foram autorizadas pela 1ª Vara Federal de Ji-Paraná.

Batizada de Operação Pharmakon, a investigação apura indícios de restrição à concorrência em procedimentos licitatórios, além de possíveis irregularidades tanto na contratação das empresas quanto na execução dos serviços e fornecimentos previstos.

Outro ponto identificado durante as apurações envolve os preços praticados nas aquisições. Segundo a investigação, foram encontrados valores superiores aos observados no mercado, circunstância que passou a integrar a análise sobre eventual prejuízo aos cofres públicos.

As diligências foram concentradas em quatro municípios rondonienses. Dos 19 mandados expedidos pela Justiça, 12 foram cumpridos em Novo Horizonte do Oeste, cinco em São Miguel do Guaporé, um em Cacoal e outro em Rolim de Moura.

Durante as buscas, os policiais federais apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos que podem contribuir para o aprofundamento das investigações. O material deverá ser analisado para esclarecer a participação dos investigados e a forma como as licitações e os contratos eram conduzidos.

Além dos documentos e dispositivos eletrônicos, os agentes encontraram armas de fogo e munições em um dos endereços alcançados pela operação.

O homem que estava em posse do armamento foi preso em flagrante, após os policiais constatarem, segundo as informações divulgadas, que as armas não possuíam registro.

A Operação Pharmakon apura possíveis crimes de associação criminosa, peculato e fraude em licitação ou contrato. As investigações continuam para identificar eventuais responsabilidades individuais e dimensionar possíveis prejuízos provocados pelas irregularidades sob apuração.

O cumprimento dos mandados e a condição de investigado não representam, por si só, comprovação de participação em crime. Eventuais responsabilidades dependerão das provas reunidas ao longo da investigação e da posterior análise da Justiça.

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