Hildon Chaves ensaia retorno e promete movimentar cenário político de RO
Ex-prefeito de Porto Velho volta às articulações e pode rever planos para 2026

Da redação TVC Amazônia*
Depois de um breve período de descanso ao lado dos filhos, o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) voltou a circular nos bastidores políticos e reacendeu especulações sobre seu futuro. Nos últimos dias, manteve conversas com um dos grupos considerados mais fortes para a disputa eleitoral do próximo ano.
Embora não descarte abrir mão da candidatura ao Governo de Rondônia para tentar uma vaga na Câmara Federal, Hildon ainda não tomou uma decisão definitiva. Segundo aliados, há tempo para novas negociações, alianças e rearranjos partidários antes que o xadrez eleitoral de 2026 se defina.
O PSDB, partido de Hildon, atravessa uma fase de fragilidade e falta de nomes competitivos para as eleições proporcionais — resultado de anos de condução considerada desarticulada sob o comando dos irmãos Maurício e Mariana Carvalho, que transformaram a legenda em um apêndice político do União Brasil e do Republicanos.
Nas eleições municipais passadas, o PSDB acabou reduzido a instrumento de barganha, sem foco em fortalecer quadros para o futuro. Agora, inclusive, os poucos eleitos pela sigla devem migrar para novas legendas, como o PSD, em busca de melhores perspectivas para 2026.
Semana decisiva
Nos bastidores, a atenção também se volta ao possível acordo entre o governador Marcos Rocha e o deputado federal Maurício Carvalho. O impasse gira em torno da publicação oficial que confirmará Rocha como dirigente da Federação União Progressistas — condição para que as nomeações indicadas por Maurício sejam efetivadas.
Atualmente, o União Brasil continua sob o comando do ex-chefe da Casa Civil Júnior Gonçalves, que aposta na própria volta ao cenário político em abril, quando Rocha deve deixar o governo para concorrer ao Senado.
Há cerca de duas semanas, o entendimento entre as partes parecia avançar — a ponto de o diretor-geral do DER, Éder Fernandes, preparar sua saída do cargo. Entretanto, o acordo esfriou, e agora o coronel garante que permanecerá na função até o fim do mandato.
*Com informações do Rondoniagora.



