INSEGURANÇA: Sistemma ainda não tem estrutura e situação acende alerta sanitário
Fato pode gerar crise na coleta de lixo em Porto Velho, especialmente em unidades de saúde e no residencial Orgulho do Madeira, na zona Leste

Da redação TVC Amazônia
Porto Velho pode enfrentar um cenário crítico na coleta de lixo às vésperas da troca da empresa responsável pelo serviço. A Sistemma, contratada para assumir a operação a partir da próxima quarta-feira (22), ainda não dispõe da estrutura mínima necessária para iniciar as atividades. O cenário se agrava pelo curto prazo: hoje é sábado (18), o que reduz ainda mais o tempo para adequação antes do início previsto.
Relatos obtidos pela reportagem indicam que a empresa ainda não regularizou itens básicos para funcionamento da base operacional. Entre os principais pontos estão a ausência de auto de vistoria do Corpo de Bombeiros, licenciamento ambiental e alvará de funcionamento, além de pendências na estrutura física e operacional da garagem.
Também há questionamentos sobre a disponibilidade de frota e equipamentos necessários para a coleta, o que pode impactar diretamente a logística do serviço, especialmente em áreas que exigem maior complexidade.

A empresa também acumula registros recentes de problemas em outras cidades. Em Belo Horizonte, onde atua atualmente, a Sistemma enfrentou uma greve de garis no início de 2026, com paralisação da coleta e denúncias relacionadas a condições de trabalho, frota e estrutura operacional.
Um dos pontos mais sensíveis envolve a coleta de resíduos de saúde. Segundo um colaborador ouvido pela reportagem, a empresa não teria estrutura suficiente para iniciar a coleta de lixo hospitalar em unidades como UPAs e postos de saúde.
A situação também preocupa em regiões como o Baixo Madeira, onde a operação depende de transporte fluvial e equipamentos específicos. A ausência dessa estrutura pode comprometer o atendimento aos distritos ribeirinhos.
Orgulho do Madeira sob risco
Outro ponto de atenção é o conjunto habitacional Orgulho do Madeira, que concentra grande volume de resíduos e demanda operação contínua. A avaliação é de que, sem estrutura adequada, pode haver acúmulo de lixo já nos primeiros dias após a mudança, caso a transição não seja revertida ou se a Marquise não assumir a operação emergencialmente.
“A empresa não tem estrutura. Se a Marquise não assumir, o lixo vai tomar conta das ruas e das unidades de saúde”, afirmou uma fonte interna ouvida pela reportagem.
Consequências legais
Especialistas apontam que a operação sem as licenças necessárias pode resultar em sanções administrativas, incluindo multas e possíveis interdições por parte dos órgãos de fiscalização, como o Ministério Público e a Vigilância Sanitária.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre um plano de contingência para garantir a continuidade do serviço durante a transição. O espaço segue aberto para manifestação das partes envolvidas.



