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DESCONTROLE: ‘Não adianta arrecadar mais se não souber gastar’, alerta presidente do Sindafisco sobre contas de RO

Mauro Roberto afirma que Governo do Estado registra crescimento na arrecadação, mas cobra responsabilidade na aplicação dos recursos públicos

Foto: Divulgação/Sindafisco – RO

Da redação TVC Amazônia*

O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos de Rondônia (Sindafisco-RO), Mauro Roberto, avaliou em entrevista à imprensa o cenário econômico do Estado e fez alertas sobre a forma como os recursos públicos estão sendo administrados.

Durante a conversa, ele também anunciou sua candidatura ao Conselho de Administração do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (Iperon).

Ao comentar a situação financeira de Rondônia, Mauro destacou que o Estado vive um momento positivo em relação ao crescimento da arrecadação própria. No entanto, ponderou que aumento de receita não significa, necessariamente, equilíbrio financeiro ou eficiência administrativa.

“A arrecadação própria do Estado está muito bem. Estamos com seis meses de incremento na arrecadação, todos os meses temos um aumento em torno de R$ 100 milhões na arrecadação a mais que o previsto. Mas isso, não significa que o Estado esteja em uma situação boa. Não basta você arrecadar, é preciso saber como se gasta o recurso. Se não houver compromisso com o gasto público e recurso público no como se gasta e no que gasta, não há quantidade de recurso que vá resolver o problema de Rondônia e, quiçá, do país”, declarou.

Para o presidente do Sindafisco, o desafio está justamente na gestão das despesas. Ele apontou que, apesar do aumento de receitas, setores públicos ainda enfrentam dificuldades básicas, indicando uma possível falha na definição de prioridades.

“Por exemplo, nós, da Sefin, temos veículos da fiscalização que estão parados por falta de combustível. Talvez, tenhamos que ter uma atenção especial para a gestão. Em ano eleitoral, parece que todo dinheiro que aparecer é pouco. Existe uma loucura atrás de recursos e emendas que, às vezes, acaba comprometendo a própria situação financeira do Estado”, observou.

Preocupação com transição de governo

Com a proximidade das eleições de 2026, Mauro Roberto também comentou sobre a situação financeira que poderá ser encontrada pelo próximo governador a partir de 2027. Com mais de três décadas de experiência como auditor fiscal, ele afirmou que historicamente as transições costumam trazer desafios administrativos.

“Normalmente, quando termina um governo que começa outro, quem entra não costuma pegar um quadro muito bom. Até porque, aquele que está saindo faz questão de gastar tudo para não deixar nada para o próximo governo. Já existe uma rivalidade natural e também aquela tendência de querer resolver todos os problemas particulares e esquecer do Estado, da continuidade e do compromisso com a população. Espero que não aconteça esse ano, mas o que ocorreu nos últimos anos é isso. Na maioria das vezes, quem assume precisa de um tempo para saber em que situação o Estado se encontra. Nós esperamos que, dessa vez, a classe política tenha responsabilidade. A nossa parte estamos fazendo para resolver essa questão financeira de Rondônia”, alertou.

Segundo Mauro, o ponto central para garantir equilíbrio nas contas públicas não está apenas no aumento da arrecadação, mas principalmente na responsabilidade sobre onde e como o dinheiro do contribuinte é aplicado.

*Com informações do Rondoniaovivo.

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