Governo Lula autoriza mais de R$ 1 bilhão para obras na BR-319
Pacote inclui ponte sobre Rio Igapó-Açu e pavimentação de trecho estratégico que pode reduzir isolamento do Amazonas

Da redação TVC Amazônia*
O governo federal autorizou, nesta terça-feira (31), em Brasília, um pacote de investimentos superior a R$ 1 bilhão para obras nas rodovias BR-319 e BR-174, no Amazonas.
A iniciativa envolve o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e integra o Novo PAC, com foco na modernização e manutenção da malha viária da região Norte.
Entre as intervenções previstas está a construção de uma ponte sobre o rio Igapó-Açu, na BR-319, além da execução de serviços de conservação em dois trechos da BR-174. Também foi anunciada a abertura de licitação para pavimentação do chamado “trecho do meio” da BR-319, considerado essencial para a conexão terrestre do Amazonas com outras regiões do país.
Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, a obra deve melhorar significativamente as condições de tráfego, reduzindo problemas recorrentes como lama no período chuvoso e poeira durante o verão, além de diminuir o isolamento de comunidades locais.
Na BR-174, os serviços autorizados abrangem cerca de 255,7 quilômetros entre Manaus e a divisa com Roraima, com investimentos superiores a R$ 366 milhões destinados à recuperação e conservação da via.
Já na BR-319, a ponte sobre o rio Igapó-Açu terá 320 metros de extensão e investimento de R$ 44,1 milhões, substituindo a atual travessia por balsa e garantindo mais segurança e fluidez ao trânsito.
O projeto mais amplo envolve o “trecho do meio” da rodovia, com aproximadamente 339 quilômetros entre o Igarapé Atií e o distrito de Realidade, em Humaitá. Para essa etapa, o investimento estimado é de R$ 678 milhões, com edital de licitação previsto para publicação em abril.
O avanço das obras foi viabilizado por mudanças na interpretação jurídica da Advocacia-Geral da União (AGU), que passou a classificar as intervenções como melhorias em rodovias já existentes, permitindo maior agilidade nos processos.
De acordo com o DNIT, a estratégia prevê a realização de múltiplas licitações para cobrir os trechos não pavimentados, com início das obras previsto para o período de estiagem, aproveitando as condições climáticas mais favoráveis da região.
As intervenções incluem serviços completos de infraestrutura, como drenagem, elevação da pista e pavimentação, com o objetivo de garantir maior segurança, trafegabilidade e adequação às condições ambientais da Amazônia.
*Com informações da Agência Brasil.



