Harvard inclui iniciativa liderada por médico de RO em rede global de saúde em áreas remotas
Cirurgião-dentista Caio Machado é fundador da Doutores da Amazônia e passa a integrar rede global liderada pela universidade norte-americana em parceria com a OMS

Da assessoria
Rondônia passa a ganhar projeção internacional a partir da atuação do cirurgião-dentista Caio Machado, responsável por liderar uma das principais iniciativas de saúde voltadas a regiões remotas da Amazônia. Fundador da organização Doutores da Amazônia, ele passa a integrar uma rede global que reúne projetos voltados à oferta de serviços de saúde em áreas de difícil acesso.
O convite partiu do programa Global Surgery and Social Change, da Harvard Medical School, em colaboração com centros da Organização Mundial da Saúde e do The George Institute for Global Health. A iniciativa integra a Rede Global de Cirurgia em Contextos Remotos, conectando experiências de diferentes países que enfrentam desafios semelhantes.

À frente da Doutores da Amazônia, Caio Machado destaca que o reconhecimento internacional reforça o papel da região como espaço de inovação em saúde. “A Amazônia, e especialmente Rondônia, reúne condições únicas que exigem inovação. Quando conseguimos estruturar modelos eficientes aqui, mostramos que é possível levar saúde de qualidade a qualquer lugar”, afirma.
A trajetória do especialista começou ainda no início de sua formação, com ações voluntárias em comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira. A partir dessa experiência, ele estruturou um projeto contínuo voltado à ampliação do acesso à saúde em regiões isoladas, transformando iniciativas pontuais em uma atuação organizada e de longo prazo.

Sob sua liderança, a Doutores da Amazônia consolidou uma rede com mais de 600 voluntários, entre médicos, dentistas, enfermeiros e outros profissionais, que já realizaram mais de 50 mil atendimentos em comunidades indígenas, ribeirinhas e localidades de difícil acesso.
Além da assistência direta, o trabalho coordenado por Caio Machado também evoluiu para ações estruturadas de prevenção e educação em saúde.
Um dos principais exemplos é o programa Amazônia Sem Cárie, criado para enfrentar uma das doenças mais comuns em regiões vulneráveis, com atendimento clínico, orientação comunitária e uso de tecnologias adaptadas à realidade local.

Para o especialista, a entrada na rede internacional abre novas possibilidades de cooperação. “Esse convite nos permite compartilhar o que aprendemos na prática e, ao mesmo tempo, acessar soluções de outros países que enfrentam desafios semelhantes. É um passo importante para fortalecer o impacto das ações”, destaca.
O reconhecimento também projeta Rondônia como referência no desenvolvimento de soluções em saúde para áreas remotas, com experiências lideradas por profissionais locais que passam a contribuir com modelos capazes de serem replicados em escala global.



