Reajuste do salário mínimo e nova tabela do IR passam a valer e ampliam renda disponível
Ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda fortalece o poder de compra das famílias

Da redação TVC Amazônia*
O início do ano de 2026 traz mudanças relevantes para o orçamento dos brasileiros. A partir do primeiro dia útil, entram em vigor o novo valor do salário mínimo e a reformulação da tabela do Imposto de Renda, que passa a garantir isenção total para trabalhadores com rendimentos mensais de até R$ 5 mil. As medidas devem influenciar diretamente a renda disponível e o equilíbrio financeiro de milhões de famílias.
O salário mínimo foi reajustado de R$ 1.518 para R$ 1.621, um acréscimo de R$ 103 aplicado já em janeiro. O novo piso impacta não apenas trabalhadores formais, mas também benefícios previdenciários, aposentadorias e rendimentos de informais, ampliando o alcance do reajuste na economia.
Paralelamente, a nova regra do Imposto de Renda amplia de forma significativa a faixa de isenção e estabelece descontos graduais para quem recebe entre R$ 5.000 e R$ 7.350 por mês. A mudança é considerada uma das mais relevantes atualizações da tabela tributária nos últimos anos.
Com a correção, milhões de contribuintes passam a ter maior renda líquida mensal desde o primeiro pagamento do ano. A expectativa é de alívio no orçamento doméstico, estímulo ao consumo e melhora no poder de compra, especialmente entre trabalhadores de renda média.
Estimativas apontam que mais de 15 milhões de pessoas deixarão de pagar Imposto de Renda ou terão redução no valor devido. Desse total, cerca de 10 milhões ficarão completamente isentas do tributo.
Para compensar a diminuição na arrecadação, o governo prevê mecanismos como a tributação mínima progressiva sobre rendimentos anuais elevados, acima de R$ 600 mil, além da taxação de lucros e dividendos. A proposta busca tornar o sistema tributário mais equilibrado do ponto de vista fiscal.
O conjunto de medidas (reajuste do salário mínimo e ampliação da isenção do IR) tende a reforçar a renda das classes trabalhadoras e impulsionar a economia interna no começo de 2026, com maior margem para consumo e poupança.
Especialistas, contudo, destacam a necessidade de acompanhamento atento dos efeitos fiscais, diante das limitações orçamentárias e de possíveis pressões inflacionárias.
*Com informações do Rondoniaovivo.



