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ATUALIZADA – Segundo dia da COP30 tem protestos e vozes indígenas contra exploração na Foz do Amazonas

Ato reúne lideranças que rejeitam projetos de petróleo; governador da Califórnia, Gavin Newsom, visita Belém e critica política climática de Trump; manifestantes tentaram invadir Zona Azul da COP30

Manifestantes fazem protesto contra mercado de carbono durante o segundo dia da COP30 – Foto: Micael Olegário/Colabora

Por Felipe Corona – TVC Amazônia

Belém (PA) – Após a cerimônia de abertura marcada por discursos oficiais, o segundo dia da COP30, nesta terça-feira (11), teve como destaque as mobilizações na chamada Zona Verde, no Parque da Cidade, em Belém.

Durante um painel promovido pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), lideranças indígenas reforçaram a oposição à exploração de petróleo e gás na foz do Rio Amazonas.

Cacique Raoni participa de painel sobre exploração de petróleo na foz do Amazonas – Foto: Micael Olegário/Colabora

O cacique Raoni Metuktire, referência entre os Kayapó, reiterou o posicionamento contra os empreendimentos na região. Ao lado dele, a cacica Janina Karipuna, de Rondônia, enfatizou que os povos indígenas precisam ser consultados de maneira livre e prévia, conforme prevê a legislação internacional, antes de qualquer autorização para exploração energética.

Em seu discurso, emocionada, Janina afirmou que “as mulheres indígenas não recuarão” e defendeu que a manutenção dos rios, florestas e territórios é condição de sobrevivência e continuidade cultural.

Protestos contra mercado de carbono

Do lado externo da arena do evento, outro grupo se manifestou contra o mercado de carbono, denunciando o que chamam de “financeirização da natureza”.

Ativistas levaram cartazes que comparavam a negociação de créditos a um jogo de cassino global, acusando países ricos e grandes empresas de manterem práticas predatórias enquanto se apresentam como sustentáveis por meio da compra de compensações ambientais.

Ato de mulheres por justiça climática

Na Zona Azul, mulheres de diferentes países promoveram um ato político cobrando liderança feminina na tomada de decisões sobre clima. As participantes destacaram que as mulheres são desproporcionalmente afetadas pelos impactos ambientais.

Para a ativista francesa Helene de Saint, “não existe solução climática justa sem que as mulheres estejam no centro das decisões”, defendendo uma governança climática inclusiva.

Mulheres protestam na Zona Azul – Foto: Ahmad Jarrah/A Lente

Visita de Gavin Newsom

O governador da Califórnia, Gavin Newsom (Partido Democrata), também marcou presença em Belém. Ao lado do governador Helder Barbalho (MDB), ele visitou o Parque de Inovação e Bioeconomia, experimentou produtos regionais como kombucha de açaí e cupuaçu liofilizado, e assinou compromissos de cooperação com o estado.

Durante sua participação na cúpula, Newsom criticou a política ambiental do ex-presidente Donald Trump (Partido Republicano), classificando como “equivocada” a reversão de ações federais voltadas à energia limpa.

Foto: Reprodução de tela

O governador ressaltou que a Califórnia continuará investindo em tecnologias verdes e alertou que os Estados Unidos correm o risco de perder protagonismo para a China no setor.

“Se o governo federal não quer competir, nós competiremos”, afirmou Newsom, defendendo uma transição energética que una inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.

ATUALIZAÇÃO 23:30 – Cerca de uma hora e meia depois da tentativa de invasão da Zona Azul da COP30, o clima seguia tenso em frente à entrada do pavilhão principal.

Manifestações contra políticas climáticas dos governos marcaram segundo dia da COP30 – Foto: Felipe Corona – TVC Amazônia

Policiais federais, militares, seguranças da ONU e até bombeiros fizeram um cordão de segurança em frente ao prédio.

Polícia Federal cercou a região onde acontece a COP30 e por onde passam líderes das nações – Foto: Felipe Corona – TVC Amazônia

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