Com histórico duvidoso na Saúde, Fernando Máximo agora quer governar Rondônia
Enquanto titular da Sesau, esteve envolvido em operação da PF e prometeu entregar Heuro, o que nunca aconteceu

Da redação TVC Amazônia*
O deputado federal Fernando Máximo (União Brasil) tem um novo projeto de poder: ocupar o cargo mais alto do Executivo estadual. Mas antes de sonhar com o Palácio Rio Madeira, ele carrega nas costas um pesado prontuário político — recheado de suspeitas de corrupção, contratos nebulosos e desprezo explícito pela vida humana no auge da pandemia da Covid-19.
Enquanto secretário de Saúde de Rondônia, durante o governo Marcos Rocha, Máximo protagonizou um dos capítulos mais vergonhosos da gestão pública estadual.
Ao lado do governador, encenou a construção de um novo hospital de urgência — o famigerado Heuro — com direito a fotos posadas, caminhões do Estado e uma pedra fundamental que nunca passou de uma farsa monumental. Um teatro caro, sustentado com a boa-fé da população e a manipulação emocional de um eleitorado religioso.
No escândalo da Operação Polígrafo, a atuação de Máximo foi ainda mais alarmante. Ele autorizou, pagou adiantado e ainda mobilizou o avião do Corpo de Bombeiros para buscar 100 mil testes rápidos de Covid de uma empresa fantasma, sem registro na Anvisa.
Valor do contrato: R$ 3 milhões. Resultado: testes ineficazes, superfaturamento de 39%, e indícios claros de corrupção e propina. Quando confrontado pela Polícia Federal, o ex-secretário resumiu seu desprezo em uma frase estarrecedora: “Iriam morrer de qualquer forma”.
Sim, essa foi a justificativa de um médico e gestor público para a aquisição de material fraudulento em meio a uma crise sanitária. Para ele, testar com precisão ou não era irrelevante — já que, segundo sua lógica fria, os mortos estavam condenados de qualquer maneira.
Uma fala que expõe o abismo entre o discurso moralista de púlpito que ele professa e a prática oportunista com que conduziu a saúde pública.
A segunda fase da Operação revelou que a contratação da empresa já estava previamente direcionada e que cerca de R$ 450 mil seriam repassados como propina. Além disso, surgiram indícios de que funcionários da Anvisa teriam sido aliciados para acelerar o registro dos testes — tudo isso sob a batuta de um secretário que hoje se apresenta como o salvador da pátria.
Máximo ainda tenta sustentar sua imagem pública com discursos emocionados em eventos evangélicos, onde derrama lágrimas e cita passagens bíblicas. Mas suas lágrimas não apagam os rastros de má gestão, nem os escândalos que marcaram sua passagem pela Secretaria de Saúde. A fé do eleitor, mais uma vez, é usada como trampolim político.
Farsa do Heuro e o marketing da ilusão
O novo hospital estadual de urgência e emergência — promessa requentada por governos anteriores — virou símbolo do estelionato eleitoral. Nas redes sociais do governo, lá estão Máximo, Rocha e a primeira-dama Luana Rocha pulando como se tivessem entregue algo concreto. No fundo, celebravam a instalação de uma simples placa.
A dupla chegou a ir até São Paulo buscar um consórcio sob o modelo Built to Suit (BTS), alegando que assim a obra seria mais rápida. O tempo passou, o hospital não veio, e o que sobrou foi a propaganda vazia. Marcos Rocha chegou a dizer que “outros estados estão olhando para Rondônia como exemplo”. Exemplo de quê? Descaso? Cinismo?
Máximo, agora pré-candidato ao governo, deve reviver a velha promessa do novo hospital estadual. Uma promessa feita, quebrada e reciclada por ele, por Rocha e até pelo ex-governador Confúcio Moura (MDB), cujos escombros do “Heuro” podem ser vistos até hoje ao lado do Hospital Infantil Cosme e Damião.
Resumo da ópera: Fernando Máximo quer governar um estado que ele mesmo ajudou a afundar — com promessas vazias, contratos suspeitos e uma frieza aterradora diante da tragédia. Que cada eleitor decida se quer trocar o caos da saúde por mais quatro anos de encenação.
*Com informações do Rondoniagora.



