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Ex-marqueteiro de Fúria rebate versão sobre saída e atribui rompimento a perfil “centralizador” do candidato

João Kaleche nega responsabilidade por informação equivocada usada contra Marcos Rogério em debate e afirma que decisão de deixar campanha passou pela condução pessoal do candidato do PSD

Da redação TVC Amazônia*

O ex-marqueteiro da campanha de Adailton Fúria (PSD) ao Governo de Rondônia, João Kaleche, apresentou sua versão sobre os bastidores que antecederam sua saída da equipe e negou ter qualquer responsabilidade pela informação equivocada utilizada pelo candidato durante debate da Rema TV envolvendo o senador Marcos Rogério (PL).

Na ocasião, Fúria afirmou ao vivo que Marcos Rogério teria destinado uma emenda de R$ 14 milhões para obras da Praça da Bíblia, em Brasília, durante o período da pandemia. O senador contestou a declaração e sustentou que o valor destinado por ele foi de pouco mais de R$ 430 mil, atendendo a uma solicitação de entidade evangélica.

Segundo Kaleche, a informação que subsidiou a fala de Fúria não partiu dele nem de sua equipe de marketing. O profissional também nega que o episódio tenha provocado seu desligamento da campanha.

De acordo com a versão apresentada pelo ex-marqueteiro, o dado equivocado teria sido repassado pela servidora comissionada da Casa Civil Eloia Duarte Rodrigues (FOTO). Em áudio mencionado no relato, ela teria reconhecido que realizou uma pesquisa superficial no portal do Legislativo antes de encaminhar as informações à campanha.

Eloia já ocupou o cargo de secretária-executiva da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), onde atuava em atividades relacionadas a contratos da pasta com a iniciativa privada.

Após deixar a secretaria, passou a exercer uma nova função no Governo de Rondônia, a convite do chefe da Casa Civil, Elias Rezende, e, segundo o relato apresentado, também teria passado a colaborar com a campanha de Fúria.

“Não tive nada a ver com a informação”

Kaleche afirma ter sido surpreendido pelo encerramento de seu trabalho na campanha. Segundo ele, a equipe que atuava a partir do Rio de Janeiro também não esperava a decisão, principalmente porque levantamentos internos indicariam crescimento da candidatura.

“Só para esclarecer que não tive nada a ver com a informação absurda. Não foi erro meu e nunca brigamos por isso”, afirmou o marqueteiro.

Com a declaração, Kaleche procura afastar a versão de que sua saída teria sido consequência direta da informação utilizada por Fúria contra Marcos Rogério durante o debate.

Divergências sobre condução do marketing

Segundo o relato do ex-integrante da campanha, as divergências estariam relacionadas à própria maneira como Fúria conduzia as decisões de comunicação.

O candidato do PSD teria manifestado a aliados, em diferentes momentos, a convicção de que poderia comandar pessoalmente o marketing de sua candidatura. Inicialmente, teria seguido orientações da equipe profissional, mas posteriormente passou a assumir maior controle sobre as estratégias e decisões relacionadas à própria imagem.

Kaleche considera que cumpriu o trabalho para o qual havia sido contratado. Ao explicar o rompimento, porém, fez críticas diretas ao comportamento do candidato, atribuindo sua saída ao que classificou como personalidade “centralizadora” e comportamento “descontrolado” de Fúria.

As declarações representam a versão apresentada pelo ex-marqueteiro sobre os bastidores da campanha. As acusações envolvendo Eloia Duarte Rodrigues e as avaliações feitas sobre o comportamento de Adailton Fúria também são atribuídas a Kaleche e aos relatos mencionados, cabendo aos citados apresentar suas respectivas versões sobre o episódio.

*Com informações do Rondoniagora.

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