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Curta-metragem de Rondônia é selecionado para Festival de Cinema de Vitória (ES)

Poronga acompanha dois trabalhadores da extração da borracha que lutam pela sobrevivência em meio à opressão da Amazônia

Fotos: Divulgação

Da assessoria

O curta-metragem Poronga foi selecionado para integrar a programação do Festival de Cinema de Vitória, um dos mais importantes eventos dedicados ao audiovisual brasileiro.

A obra leva ao público uma narrativa intensa sobre a vida de dois seringueiros que enfrentam as adversidades da floresta amazônica, resgatando aspectos da memória, da resistência e da identidade dentro desse universo.

Sobretudo, o filme propõe um estudo psicanalítico sobre a diversidade das pulsões humanas, reveladas em meio ao silêncio, à solidão e às tensões impostas pelo isolamento da floresta.

Com classificação indicativa de 16 anos, Poronga acompanha dois trabalhadores da extração da borracha que lutam pela sobrevivência em meio à opressão da Amazônia. O filme propõe uma reflexão sobre o ciclo da borracha, as relações humanas e a permanência de marcas históricas que ainda ecoam na região Norte do país.

A direção e o roteiro são de Rafael Rogante, artista que atua no cinema, no teatro e no audiovisual brasileiro. Em sua trajetória, Rogante dirigiu e roteirizou, ao lado de Fabiano Barros, o premiado curta-metragem Ela Mora Logo Ali, vencedor de mais de 60 prêmios em festivais nacionais e internacionais, entre eles três Kikitos no Festival de Gramado.

O diretor também integra produções como Mucura, Maior que a Casa Toda, Destino da Pele, Beira, Pai Nosso e os longas-metragens Bom Futuro e Caramelo, da Netflix.

Realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Fundação Cultural de Ji-Paraná, Poronga teve como proponente o ator e produtor Artur Nestor, um dos principais nomes da nova geração do audiovisual rondoniense.

Além de protagonizar o filme, Nestor foi responsável pela condução do projeto desde sua aprovação, reafirmando sua atuação como artista e produtor comprometido com o fortalecimento do cinema amazônico.

Ao longo de sua trajetória, tem produzido importantes obras realizadas em Rondônia, entre elas o espetáculo Onde Morrem os Pássaros?, o curta-metragem Mucura e os longas-metragens Casmurro e Bom Futuro, contribuindo de forma significativa para a consolidação de uma produção audiovisual cada vez mais reconhecida dentro e fora do estado.

Em Poronga, Artur Nestor divide o protagonismo com o ator José Valdomiro, que reúne trabalhos em produções como Casmurro, Tudo que Não Cabe no Silêncio e o longa-metragem Bom Futuro.

Juntos, os intérpretes conduzem uma narrativa desafiadora, marcada pela resistência e pelo silêncio, dando vida a personagens que representam figuras históricas e que fazem parte da construção da memória da Amazônia.

Suas interpretações potencializam a dimensão psicológica da obra, revelando os conflitos internos, os desejos e as contradições humanas em um ambiente onde a floresta se torna tão protagonista quanto os próprios personagens.

A seleção para o Festival de Cinema de Vitória representa mais um importante reconhecimento para a produção cinematográfica de Rondônia, evidenciando a qualidade técnica e artística dos realizadores do estado.

Ao levar para as telas uma história profundamente conectada ao território amazônico, Poronga amplia a presença do cinema da região em um dos principais espaços de difusão do audiovisual brasileiro e reafirma a potência das narrativas produzidas na Amazônia.

A participação no festival também reforça a relevância das políticas públicas de fomento à cultura e demonstra a força criativa dos realizadores rondonienses, que seguem conquistando espaço entre as principais produções do cinema nacional e internacional.

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